Domingo, 3 de Junho de 2012

Vale a pena continuar numa aliança suicida?

Alcibíades, ao menos, tinha razão.


Desde há alguns anos comecei a questionar a pertença portuguesa à NATO. Se alguma razão ainda vejo para a continuação nela, essa é o acesso facilitado a armas sofisticadas. Porém, é bom ter em conta que nos dias de hoje o nosso grau de acesso a essas armas é menor que o garantido a países extra-Nato, como o Japão e Israel, e que o dinheiro tudo pode comprar. Nos EUA, por exemplo, até a China e a Rússia adquirem tecnologias sensíveis; não apenas de maneira furtiva, mas também e sobretudo com o aval da Casa Branca.
No pós-guerra a razão para a pertença à NATO era a existência de um bloco comunista forte e pronto para a agressão. Isso assumia uma dimensão especial para nós pois os territórios ultramarinos eram um alvo designado pela estratégia de formação de movimentos de libertação nacional, prevista já nos anos 20.
Porém, todos sabemos o que se passou. A Índia atacou Portugal com a garantia secreta de que o Ocidente nada faria e aceitaria o facto consumado, e o nosso grande aliado, os EUA, foram instrumentalizados pelas elites socialistas e apoiaram a acção das corporações e das igrejas protestantes sob os auspícios do clã Rockefeller, levando à criação da UPA de Holden Roberto, mais tarde ele próprio alvo da perfídia ocidental. Portugal se viu retalhado, reduzido ao território europeu, e os portugueses extra-europeus foram submetidos a uma provação que custou a vida a cerca de três milhões deles.
Não por acaso, os quislings que serviram como agentes desses interesses discretos, falando a nobre linguagem da descolonização e da autodeterminação dos povos, que em verdade era assassinada antes de nascer de modo a facilitar a exploração desses territórios estratégicos pelo bloco comunista e pela corporações fabianas, exploração tão bem ilustrada em factos como a defesa das instalações da Gulf Oil em Angola por tropas cubanas(!), não perderam muito tempo para submeter Portugal ao poder centralizante de Bruxelas, transformando a mais antiga nação europeia numa feitoria de um poder colonizador verdadeiramente terrível.
A ameaça russo-chinesa continua a existir. Na verdade é mais séria do que nos anos da guerra fria, especialmente devido à intensificação da infiltração do Ocidente e à desproporção crescente do balanço nuclear e de armas biológicas e químicas em desfavor do Ocidente. Por outro lado, o islamismo também avança na Europa com a sua estratégia de repovoamento de longo prazo e ganha força em todo o mundo muçulmano.
E o que faz a NATO? Ataca os regimes aos quais o Ocidente deveria se aliar, cercando o bastião do Ocidente no Oriente, Israel, de inimigos que não hesitarão em lançar uma guerra de extermínio assim que as condições sejam propícias. Ao mesmo tempo que lança os regimes autoritários existentes para as mãos dos russos e chineses, como se pode verificar na Síria, o que conseguimos com isso, ao derrubar os ditadores instalados, é criar regimes que serão aliados naturais da Rússia e da China! Perdemos o controlo do canal de Suez e o golfo pérsico poderá ser facilmente fechado quando os islamistas decidirem que chegou a hora, e isso, nas condições económicas vigentes no Ocidente, será o tiro de misericórdia.
Na Jugoslávia também fizemos o jogo russo, que soube manipular a cupidez austríaca e alemã, e alienamos qualquer possibilidade de influenciar a Sérvia, conseguindo com isso a fundação de um estado islamista e mafioso nos Balcãs e, com a anexação da Eslovénia e da Croácia, a abertura de mais algumas portas de entrada para a influência comunista na totalitária união europeia.
Apesar de nem tudo correr como os russos e chineses desejam, afinal, o elemento fortuna está sempre presente na vida dos homens e das sociedades, a força demonstrada pelo plano de desinformação de longo prazo é incrível e não exageraria se dissesse que ele se tem revelado o mais bem executado e bem sucedido plano desse tipo alguma vez posto em prática, por larga margem. Com as elites que temos, a inacção é menos má que a acção, afinal, essa acaba por intensificar a desvantagem ocidental.
Agora, a meio da contagem regressiva para o ataque ocidental contra a Síria, até a Reuters, agência dos Rothschild, admitiu a realidade no caso de uma dessas intervenções, apesar de não tirar disso grandes conclusões para a acção futura:


O mesmo, não tenham dúvidas, se passará com o Iraque. No Afeganistão, segundo informações cada vez mais claras que estão a vazar para a imprensa, a China terá acesso a reservas gigantescas de minerais estratégicos e o bloco russo-chinês terá a chave para o domínio total do continente asiático, enquanto no Iraque conseguirá garantir uma posição mais forte que a do Ocidente, ou melhor, das suas corporações, na determinação dos preços do petróleo! Traduzindo isso de maneira simples, o Pacto de Xangai terá em mãos o poder para determinar o ritmo de desindustrialização do Ocidente, praticando uma política de diferenciação de preços que agradará os banqueiros e petroleiros ocidentais, contentes com uma fracção não desprezível do aumento do lucro da produção do crude. E não esqueçamos que quem possui o petróleo pode destruir qualquer moeda. Isso, especialmente quando lembramos das reservas crescentes de ouro em poder de russos e chineses e do estoque das dívidas ocidentais acumulado por esses dois países, e vários dos seus aliados, é uma arma terrível.
Cruzando essas informações com o conhecimento dos programas bélicos das nações do Pacto de Xangai, diria que a altura ideal para o ataque será 2025, mas a possibilidade que ele ocorra antes é gigantesca pois estou convicto que o que os russos e chineses dão a conhecer dos seus planos e cronogramas é uma falsa imagem que esconde algo ainda mais vasto. Se o que anunciam é já em si grandioso, isso indica que o que isso pretende esconder é gigantesco, e as revelações acerca de fábricas subterrâneas secretas na Sibéria apontam nessa direcção.
Assim, me pergunto se vale a pena continuar numa aliança suicida e chego à conclusão que não. Se o Ocidente for atacado e decidir se defender, deveremos lutar ao lado da nossa civilização, mas se decidir morrer, mais vale a neutralidade baseada na força e até a perseguição de objectivos estratégicos às custas das nações ocidentais contra as quais possuímos, ou não, pendências. O Atlântico Sul, por exemplo, está cheio de ilhas, e essa área é vital para a nossa defesa, tal e qual são os Pireneus e Ceuta. De certa maneira, é assim que o Japão, estou seguro, agirá, e a Coreia do Sul e Formosa seguirão o mesmo caminho.
Continuar na NATO não nos ajudará em nada, ou melhor, só prejudicará, pois o que conseguimos dentro dela é fazer inimigos sem obter nenhuma vantagem. E isso é mau não apenas porque a alinaça está a ser usada em desfavor do Ocidente, mas porque a falsa segurança que ela nos dá acaba por ser um grande incentivo à nossa perda de capacidades militares. De certa maneira, o que se passa connosco é um fenómeno análogo ao que se passou com as cidades gregas que fizeram parte da Liga de Delos, fenómeno esse que não teve nada de acidental, como se pode confirmar por uma leitura da biografia de Cymon escrita por Plutarco. 
Segundo Plutarco, Cymon, líder do partido aristocrático ateniense, mostrou aos seus concidadãos que o interesse de Atenas era melhor servido por uma política que à primeira vista poderia passar por danosa no caso da exigência de auxílio militar aos seus aliados, que preferiam o pagar o equivalente aos barcos e soldados que deveriam enviar para as guerras em dinheiro, sobrecarregando militarmente Atenas. Cymon provou que isso era do interesse de Atenas, afinal, assim os seus aliados perderiam todas as suas capacidades militares e ficariam à mercê da força naval dessa, engrandecida pelo esforço e endurecida e preparada pelos combates. E foi isso mesmo que se passou. 
Quando os aliados de Atenas sentiram finalmente que a liga se tornou uma camisa de força, já não podiam sair dela impunemente e só o erro da expedição à Sicília, mais do que a força de Esparta, do jugo ateniense. 
Poderão muitos achar que sair da NATO é uma proposta exótica, mas a esses eu lembro que existe uma pequena nação bem sucedida na Europa que pratica uma política externa semelhante: a Suíça. Não por acaso é a nação do continente onde o povo possui mais liberdades e estas estão mais bem asseguradas. Portugal ainda por cima tem vantagens incríveis: uma ZEE gigantesca e com riquezas que fariam inveja a Creso, a ligação afectiva com as outras fracções do antigo império luso-brasileiro, a protecção divina e uma Casa Real.
Mas para pôr isso em prática será preciso tirar do poder os palermas que o monopolizaram. Essa gentinha ridícula nasceu para ser mandada e não para mandar e o demonstra pela pequenez dos seus interesses. Alguém pode levar a sério palermas que dedicam a sua vida a esse tipo de coisas

Sábado, 2 de Junho de 2012

Sexta-feira, 1 de Junho de 2012

Três é demais!

Quousque tandem abutere, Germania, patientia nostra?

O governo alemão, com amplo apoio da sua sociedade, está empenhado em seguir com os seus planos de destruição e submissão da Europa. Depois do anúncio de ontem acerca do tal "plano de redempção", temos agora mais uma afirmação em público de uma velha intenção, confirmando aquilo que há anos venho dizendo:

UE vai ter exército sob controlo do Parlamento Europeu

Uma vez mais a ambição alemã será instrumentalizada por outros poderes mais sagazes com o intuito de se desestabilizar o continente de modo a invadi-lo com o apoio das populações locais, cansadas da agressão e da arrogância alemã. A Rússia, melhor do que ninguém, sabe exactamente como se aproveitar disso. 

Quanto ao tratamento a dar à Alemanha vencida, que não esperem os alemães qualquer tipo de misericórdia. Da minha parte, não temo dizer que os russos terão todo o meu apoio para fazer aos alemães o que os atenienses, por muito menos, fizeram aos habitantes de Milos.

A tempestade está a chegar.

Depois da chuva de papel, virá a tempestade de aço.

Enquanto os idiotas que mandam no velho continente continuam a forçar a sua estúpida agenda, se alienando cada vez mais da realidade e permitindo que os planos geopolíticos islamistas e euroasianistas tomem o espaço criado pelo distanciamento entre os povos e as elites internacionalistas, a economia continua a sua trajectória de queda acentuada e já há sinais de que começou uma corrida aos bancos na Europa Meridional (ver aqui), o que já era mais do que esperado por qualquer pessoa minimamente conhecedora da economia. 
O ouro, apesar dos esforços dos governos ocidentais para o manter deprimido, está a disparar, e creio que até o fim do ano se revelará como o melhor investimento do mercado, afinal, para isso ele conta com a inesgotável tolice dos responsáveis pela economia das várias nações ocidentais, que não são muito melhores que o boneco que puseram aqui a representar a figura de um ministro das finanças. Este último, como já se viu, não passa de um alucinado que vive no mundo da teoria, e ainda por cima da teoria errada (ver aqui). Infelizmente, isso não é acidental, mas sim o fruto de uma cultura de culto da imbecilidade pedante, tão bem representada pelo nosso ministro da cultura (ver aqui).
A única solução para os nossos problemas passaria pelo corte radical das despesas e impostos, pela saída da zona euro, da União Europeia e pela renegociação da dívida, mas estes são assuntos proibidos nos meios que os paus mandados que dominam a vida política em Portugal frequentam, meios estes condicionados pelos objectivos daqueles que controlam as máquinas partidárias a partir das sombras. Cairemos, a não ser que essa gentalha seja deposta e remetida ao devido lugar. Mas isso, não tenham dúvidas, só será possível pela força.
Portanto, mais do que nunca, é hora das forças armadas agirem para salvar Portugal. Se não o fizerem, Portugal será tragado pela tempestade que se avizinha. Esta tempestade, apesar da componente económica, também será geopolítica.
Os recentes movimentos do executivo israelita, nomeadamente o cancelamento das eleições e a formação de uma coligação com todos os partidos, movimento que só teve precedentes nas anteriores guerras enfrentadas por Israel, indicam que a nação judaica se prepara para uma guerra dentro de um ano e meio, prazo para que uma nova eleição seja convocada. A probabilidade de que um ataque seja desferido ainda neste verão é muito alta, até porque a situação de Israel só tende a piorar com o cerco globalista agora enfrentado pelo governo sírio. Depois disso, cairá o Líbano e a Jordânia. 
Se o ataque israelita se verificar, podemos esperar uma depressão económica de intensidade inédita e graves distúrbios sociais. E tendo em conta os planos das elites russas e chinesas para o enfrentamento de crises que ponham em causa a ordem interna, que passam por aliviar a tensão dirigindo os sentimentos populares contra ameaças externas, ouso dizer que o risco de uma guerra mundial é maior do que em qualquer momento do chamado período pós-guerra, ainda mais se tivermos em conta a superioridade estratégica do bloco russo-chinês.
Enfim, rezemos para que os militares portugueses tenham coragem e inteligência e façam o que deve ser feito para se evitar o pior. É preciso derrubar esse regime e unificar os portugueses em torno de um projecto nacional e de uma figura que o encarne e reúna, com seus defeitos e qualidades, a confiança do povo. A pessoa ideal para assumir essa posição, não tenho dúvidas, é D. Duarte. Só assim poderemos ter a coesão necessária para enfrentar a tempestade e sobreviver.
Que venha a restauração!

Quinta-feira, 31 de Maio de 2012

Delenda est Germania!

Uma Alemanha unificada levará à aniquilação da Europa e dos próprios povos germânicos. Por um lado, gente servil como os alemães não nasceu para comandar e ao tentar fazê-lo deixará que o seu complexo de inferioridade torne a subordinação insuportável: não existe nada pior do que o domínio daquele que se sente menor. Por outro lado, os alemães se tornaram uma raça que acredita piamente na possibilidade de se prever e planear tudo, o que os torna inflexíveis e previsíveis. É por isso mesmo que a Alemanha sempre foi uma "nação otária", fazendo o jogo do Reino Unido na Primeira Guerra Mundial e o jogo da URSS na Segunda.
Se o projecto euronazi não for destruído e o estado alemão desmantelado, permitindo novamente que os povos germânicos sejam livres, os alemães conduzirão o continente europeu à guerra interna e abrirão as portas para as hordas asiáticas. Desta vez, porém, é certo que elas cheguem às bordas do Atlântico e de lá não mais saiam:

Terça-feira, 29 de Maio de 2012

Quem está por detrás dessas revelações?

A notícia abaixo é apenas uma pequena confirmação de tudo aquilo que tenho afirmado aqui:


Porém, o título da notícia é enganador. O mais apropriado seria "A promotora mundial do aumento de impostos e dos privilégios dos bancos vive do saque tributário e nem faz de conta que paga impostos".
A única diferença entre ela e os "nossos" políticos é que estes ao menos fazem de conta que pagam impostos pois no final do mês alguma coisa é descontada do total que recebem às nossas custas, criando a ilusão de que essa categoria também paga impostos quando na verdade ela é receptora líquida do produto confiscado a quem de facto produz. O mesmo vale para o funcionalismo público, para os que vivem do rendimento mínimo e todos os que trabalham para empresas que funcionam graças às ligações ao estado.
Mas o que realmente interessa, e já abordei esse tema por aqui, é saber quem está por detrás dessas revelações que têm posto em causa o poder que o establishment internacional-socialista adquiriu no final da chamada guerra fria, e os sinais de nervosismo, descoordenação e fuga da realidade do mesmo são cada vez mais intensos. Não chega a ser uma tarefa difícil descobrir quem é. Bastará olhar para os líderes das nações que contam e procurar por aqueles que não têm cara de idiota. 

Segunda-feira, 28 de Maio de 2012

A pergunta que se deve fazer.

Caros, tenho andado demasiado ocupado com leituras acerca de tempos pretéritos e por isso pouca disposição tenho para escrever acerca do tempo presente. Sinto que já disse tudo o que de fundamental poderia ser dito e cada vez mais estou convicto que o meu dever é me informar acerca de questões que ainda constituem um mistério para mim. Para isso preciso de tempo. Entretanto, não deixarei o blogue e tentarei mantê-lo ocupado. Hoje, ao ver as notícias em vários blogues, fiquei contente ao ver o vídeo do link abaixo:


Ao ver essa patética exibição de ignorância em geografia, especialmente grave em se tratando de uma pessoa que teoricamente se dedica à política e ainda por cima foi cidadã da Alemanha Oriental, soube que não estava enganado na avaliação que faço da actual classe política do Ocidente e, o que é mais importante, que os psicopatas que desejam transformar o Ocidente num campo de concentração não passam de idiotas desconectados da realidade. Porém, antes que me esqueça, o que interessa aqui é fazer a pergunta certa:

Pode uma pessoa dessas nutrir ambições políticas e possuir grandes projectos ou será apenas uma agente de interesses que não querem mostrar a cara e precisam de idiotas controláveis e descartáveis?